terça-feira, 18 de outubro de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Vim só dar despedida
ao som de despedida (Marcelo Camelo)
Acredito que ao falarmos sobre coisas que têm nos magoado e entristecido, ajuda a nos libertarmos delas e ficarmos bem mais leves.
Há mais de um mês vem e vai a vontade de escrever sobre meu pai, que partiu cansado dessa longa jornada chamada vida. Partiu e ficou a casca ali no sofá cama, que era nosso ponto de encontro e de discussão dos mais variados temas. Nós gostávamos de conversar sobre tudo até sobre coisas das quais discordavamos da opnião um do outro. Ele me ensinou a discordar, questionar; eu tentei ensinar a ele que era importante dialogar.
E ficou isso: o diálogo. E mesmo que demorasse pra acontecer, era um encontro incrível e aprendiamos um sobre o outro. Engana-se quem diz que ele não sabia nada de mim. Sabia demais. Do seu jeito, acolhia as minhas pequenas revoluções já na adolescência, abraçava meus projetos com o teatro, ria comigo e chorava junto, na subida da ladeira, na formatura e nas muitas alegrias.
Quando me olho no espelho, o vejo refletido ali. Se sou como hoje sou, devo a ele. À sua irreverência, à sua forma livre de ver o mundo, às suas lutas contra o cotidiano opressor, às nossas conversas no bar, na praia, na fogueira e sofá.
E sem precisar dizer nada, ele me autorizou a ser como eu queria ser: artista, diverso e livre. De cabelo pra cima e de barba vermelha.
Quando conversarmos sobre meu avô, ele dizia de forma orgulhosa: Sabe o que o seu avô me deixou de herança? Algo muito mais importante e mais valioso que qualquer quantia de dinheiro: o caráter.
E foi isso que ele me deixou: um aprendizado fenomenal de ser quem você é, sem, no entanto, oprimir ninguém.
Quando ele partiu, fui à praia e joguei flores no mar em sua homenagem. Hoje, homenageio com esse texto e com essa canção.
Há mais de um mês vem e vai a vontade de escrever sobre meu pai, que partiu cansado dessa longa jornada chamada vida. Partiu e ficou a casca ali no sofá cama, que era nosso ponto de encontro e de discussão dos mais variados temas. Nós gostávamos de conversar sobre tudo até sobre coisas das quais discordavamos da opnião um do outro. Ele me ensinou a discordar, questionar; eu tentei ensinar a ele que era importante dialogar.
E ficou isso: o diálogo. E mesmo que demorasse pra acontecer, era um encontro incrível e aprendiamos um sobre o outro. Engana-se quem diz que ele não sabia nada de mim. Sabia demais. Do seu jeito, acolhia as minhas pequenas revoluções já na adolescência, abraçava meus projetos com o teatro, ria comigo e chorava junto, na subida da ladeira, na formatura e nas muitas alegrias.
Quando me olho no espelho, o vejo refletido ali. Se sou como hoje sou, devo a ele. À sua irreverência, à sua forma livre de ver o mundo, às suas lutas contra o cotidiano opressor, às nossas conversas no bar, na praia, na fogueira e sofá.
E sem precisar dizer nada, ele me autorizou a ser como eu queria ser: artista, diverso e livre. De cabelo pra cima e de barba vermelha.
Quando conversarmos sobre meu avô, ele dizia de forma orgulhosa: Sabe o que o seu avô me deixou de herança? Algo muito mais importante e mais valioso que qualquer quantia de dinheiro: o caráter.
E foi isso que ele me deixou: um aprendizado fenomenal de ser quem você é, sem, no entanto, oprimir ninguém.
Quando ele partiu, fui à praia e joguei flores no mar em sua homenagem. Hoje, homenageio com esse texto e com essa canção.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
intuição
"Ler é libertar a palavra que estava enclausurada no papel
Palavras gostam de voar e ecoar o eco de seu pleno sentido sonoro"
a gaiola do som - wado e realismo fantástico
sábado, 7 de agosto de 2010
quase 30
Não foi a toa não, que nasci mineiro e cresci baiano. Mas do que poético isso fala da minha essência.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
23h56 ou Leo ésse
Chegou abrindo as portas do armário, as janelas. Libertando-me.
A luz invadiu o quarto, o colchão que mais tarde seria o nosso ninho de amor, durante dois verões e três invernos. Os meus cabelos penteados se tornaram revoltos, a bicha recalcada que era tornou-se militante, e hoje enfrenta homofóbicos.
Os poemas tão espalhados pelo chão, as fotos foram deletadas por acaso. Mas ainda estão guardadas as sensações daqueles dois anos e pouco.
O amor quando acontece não vai embora facilmente, nem quando o final do texto se anuncia.
Amor como esse permeia a existência daquele menino, que hoje, homem barba na cara se apaixona pelas bainhas das calças dos moleques libertário arianos.
Libertação pode ser um bom sinonimo para a relação daqueles dois, que começou numa noite de junho e que terminou há dois ano num show de uma cantora popular. Enquanto eles se beijavam, tocando os lábios pela ultima vez, as bichas ovacionavam a diva e tentavam invadir o palco.
Tá na memória da pele, tá registrado nas revista literárias. Amor como aquele talvez nunca mais aconteça na vida de nenhum dos dois.
A luz invadiu o quarto, o colchão que mais tarde seria o nosso ninho de amor, durante dois verões e três invernos. Os meus cabelos penteados se tornaram revoltos, a bicha recalcada que era tornou-se militante, e hoje enfrenta homofóbicos.
Os poemas tão espalhados pelo chão, as fotos foram deletadas por acaso. Mas ainda estão guardadas as sensações daqueles dois anos e pouco.
O amor quando acontece não vai embora facilmente, nem quando o final do texto se anuncia.
Amor como esse permeia a existência daquele menino, que hoje, homem barba na cara se apaixona pelas bainhas das calças dos moleques libertário arianos.
Libertação pode ser um bom sinonimo para a relação daqueles dois, que começou numa noite de junho e que terminou há dois ano num show de uma cantora popular. Enquanto eles se beijavam, tocando os lábios pela ultima vez, as bichas ovacionavam a diva e tentavam invadir o palco.
Tá na memória da pele, tá registrado nas revista literárias. Amor como aquele talvez nunca mais aconteça na vida de nenhum dos dois.
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