terça-feira, 5 de janeiro de 2010

diário de hoje

05/01/2010

emaranhado há mais de uma semana no sertão de chão vermelho com lua nascendo no horizonte e um silêncio que dá pra ouvir até a própria respiração.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

memória da pele

queria escrever algo sobre o dia de hoje mas a única coisa que consigo lembrar é do abraço macio e eterno que ele me deu assim que me encontrou.

domingo, 6 de dezembro de 2009

a caminho do ser-tão

Ciranda pé no chão
Estrada a fora
Sertão a dentro
de cactos voltados aos céus
como mãos,
que esperam a água da chuva
que não chega
a 1km.
São os olhos dele
que me conduzem
sentados um ao lado do outro
enquanto o cirandeiro
aperta o cigarro da poesia.
Um pé ante o outro
a roda rodando
a poeira subindo
pela estrada
que vai dar no Ser-tão.
Ser-tão que reinvento
antes mesmo de chegar:
brilha, pulsa
ouvido-coração
palma da mão.
E ainda falta muita estrada
asfalto aperto de mão
muito prazer:
cordel ciranda e fuloresta.

19.11.09

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O chão é cama

O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a úmida trama.

E para repousar do amor, vamos à cama.

Carlos Drummond de Andrade in Amor Natural

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

scrap pra alex ou meus heróis morreram de overdose (de vida)



(para ler ouvindo ritual de cazuza)

pqp acabo de deixarte um twitter morrendo-de-saudade acabei de rever o filme de cazuza. foda imaginar q pessoas que vivem a vida intensamente n sei se por força do destino se acabam mais rapidamente. será que é verdade. se for, tenho medo. se for, foda-se. prefiro viver e ter a morte como amiga, colega de amanhã. quero te ver logo logo sentir o seu abraço beibe e ri de qq bobagem. durma bem e sonhe!

"Pra que chorar,
A vida é bela e cruel despida
Tão desprevinida e exata
que um dia acaba... acaba."
(...)
Pra que buscar o paraíso,
se até o poeta fecha o livro
Sente o perfume de uma flor no lixo
e fuxica, fuxica."

vamos durmir ouvindo as palavras do poeta vivo cazuza de todo dia.

beijo-te o olho e o coração!

domingo, 1 de novembro de 2009


O teatro foi feito para isso:
Para nos tirar do cotidiano
e nos deixar dois centímetros
mais alto que o chão.